quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Pagar o que houver

Por força do sítio do costume estar fechado, fui almoçar com os pais a um restaurante novo.
A empregada trouxe a ementa seguida do couvert. Pedimos que fosse retirado porque não íamos consumir. Mal chegou a tocar na mesa.
Chegaram os pratos, as bebidas, as sobremesas, os cafés. Chegou a conta. Lá estava o couvert. Parece que estava a adivinhar. Ri-me, para não dizer um palavrão cabeludo. Que não íamos pagar. E a empregada que sim, que veio para a mesa, não consumimos porque não quisemos, mas esteve ao nosso dispor.
Fiz uma pesquisa rápida com o telemóvel e pedi-lhe para ler o Decreto-Lei em voz alta e pausadamente. Nas letras gordas:

"(...) Nenhum prato, produto alimentar ou bebida, incluindo o couvert, pode ser cobrado se não for solicitado pelo cliente ou por este for inutilizado."

Veio o gerente, veio o raio que parta, eu sorria por fora e espumava por dentro. Claro que tiveram de nos dar razão, um pedido de desculpas tosco e refazer a conta. Tenho tão pouca paciência para este chico-espertismo, senhores.

Moral da história: a Internet é nossa amiga. Ah, e não se deixem comer por parvos. A menos que queiram, claro.

6 comentários:

  1. Que gente parva. Se disseram que não queriam e foi retirado da mesa pela empregada, pura e simplesmente não teria que aparecer na conta

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    1. Tem tanto de fácil como as pessoas que te criam cobrar isso têm de parvas

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  2. Nem mais! É preciso ter uma paciência...

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